Colesterol

colesterol

O colesterol é um tipo de gordura encontrada naturalmente no organismo, capaz de suprir a demanda metabólica, e é essencial para o funcionamento normal do corpo humano. O colesterol é integrante  de hormônios, bem como da bile produzida pelo fígado, que ajuda na digestão das gorduras. Quando falamos em colesterol, é relevante lembrar que 70% dele são fabricados pelo próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta.

De acordo com a doutora em nutrição, Késia Diego Quintaes, as frações mais conhecidas são a Lipoproteína de Alta Densidade ou Hight-density Lipoprotein, conhecida pela sigla HDL, ou ainda como “colesterol bom”; e a Lipoproteína de Baixa Densidade ou Low-density Lipoprotein, conhecida pela sigla LDL, ou simplesmente como “colesterol ruim”.

Níveis elevados de LDL, o “mau” colesterol, podem ser depositar nas paredes das artérias, desencadeando aterosclerose – doença inflamatória crônica, caracterizada pela formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos. É por isso que o “mau” colesterol é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Por outro lado, o HDL, “bom” colesterol, deve ter alguns valores desejáveis a fim de proteger o corpo e equilibrar o LDL. Quando o HDL está baixo, problemas de saúde podem surgir. Protásio Lemos da Luz, médico cardiologista do Instituto do Coração de São Paulo (Incor), conta em trabalho recente realizado no Incor, que foi analisada a relação entre triglicérides isolado também é fator de risco. O estudo mostrou que, quando essa relação está aumentada, ou seja, triglicérides aumentadas e HDL baixo, não só a manifestação da doença coronária é cinco ou seis anos mais precoce do que nas pessoas em que essa relação é normal, como a ocorrência de infarto também é muito mais precoce.

Sobre o colesterol, Protásio sinaliza duas situações: pessoas sadias sem nenhuma alteração precedente nem história familiar devem medir os níveis basais de colesterol aos 35, 40 anos. No entanto, pessoas com história familiar, infartados que já foram operados e os que fizeram angioplastia precisam de análise muito mais precoce, entre os 15 e os 20 anos. “Precisa ser lembrado  que a alteração do colesterol no plasma isoladamente não causa sintomas. A manifestação clínica só aparece quando há obstrução  de alguma artéria no coração ou nos membros inferiores, por exemplo. Portanto, a medida dos valores plasmáticos do colesterol deve ser feita como rotina e não porque houve a manifestação de um sintoma qualquer”, explica o médico.

 

PARA FAZER UM EXAME

  • Procure um laboratório de confiança.exame
  • Fique em jejum por 12 horas antes do exame.
  • Evite comer alimentos gordurosos ou fazer uso de bebida alcoólica de dois a três dias antes do exame.
  • Informe se você usa algum medicamento.
  • A coleta de sangue é feita por agulha na veia.

 

Esse exame é capaz de medir as taxas de colesterol e suas frações – HDL (o ”colesterol bom”), LDL (o “colesterol ruim”) e triglicerídeos – na corrente sanguínea. Com ele, seu médico pode detectar com antecedência riscos e prover orientações para reverter quadros negativos. Nesse caso, será necessário adotar mudanças no estilo de vida e talvez usar medicamentos específicos.

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